"Por todos os lados as sementes cresciam,
alongavam-se,
furavam a planície, em seu caminho para o calor e a
luz.
Um transbordamento de seiva escorria sussurrante,
o ruído dos germes expandia-se num grande beijo.
E ainda, cada vez mais próximos da superfície,
os companheiros cavavam.
Aos raios chamejantes do astro rei, naquela manhã de
juventude,
era daquele rumor que o campo estava cheio.
Homens brotavam, um exército negro, vingador,
que germinava lentamente nos sulcos da terra,
crescendo para as colheitas do século futuro,
cuja germinação não tardaria em fazer
rebentar a terra"
Émile
Zola, Germinal